AO VIVO
Rádio Alto Rumo Rádio ao vivo

Redirecionando com segurança...

+1 (971) 338-0469 radioaltorumo@gmail.com
Rádio Alto Rumo
80%
Rádio Alto Rumo
A Sintonia que vem do Alto
InícioNotícias RS Google anuncia projeto que usa 200 mil hectares de…
RS

Google anuncia projeto que usa 200 mil hectares de arroz no Brasil contra mudanças climáticas; entenda

RS
16 de Setembro de 2026 às 12:28
4 min de leitura
Google anuncia projeto que usa 200 mil hectares de arroz no Brasil contra mudanças climáticas; entenda

Emater confirma redução de área plantada de arroz no RS O Google fechou o maior acordo de remoção de carbono de sua história para apoiar um projeto em mais de 200 mil hectares de plantações de arroz no Rio Grande do Sul. A iniciativa, conduzida pela Terradot, empresa da qual o Google é investidor, pretende reduzir o metano liberado pelo cultivo e, ao mesmo tempo, retirar dióxido de carbono (CO) da atmosfera. Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 O projeto combina duas ações: reduzir o metano produzido nas plantações de arroz e usar rochas para retirar CO da atmosfera. A segunda parte consiste em acelerar uma reação que já ocorre naturalmente: algumas rochas absorvem o CO presente no ar. Por que o arroz está no meio dessa história? O arroz é cultivado, em muitos casos, em áreas alagadas. Esse ambiente favorece a ação de microrganismos que produzem metano, um gás de efeito estufa. Segundo uma avaliação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os arrozais respondem por cerca de 10% a 12% das emissões globais de metano. O projeto pretende reduzir essa emissão e, depois, contabilizar essa redução na forma de créditos de carbono. A previsão é que a iniciativa gere créditos equivalentes à redução de 1 milhão de toneladas métricas de metano até 2030. O que é um crédito de carbono? É uma forma de contabilizar uma redução ou retirada de gases de efeito estufa da atmosfera. Em geral, 1 crédito corresponde a 1 tonelada de CO equivalente que deixou de ser emitida ou foi retirada do ar. Empresas podem comprar esses créditos para compensar parte de suas emissões. Para ter valor, a redução ou remoção precisa ser medida e verificada por regras específicas. E onde entram as rochas? A segunda parte do projeto usa uma técnica conhecida como meteorização aprimorada de rochas. Alguns tipos de rocha conseguem reagir naturalmente com o CO presente na atmosfera. O processo, porém, é lento. A técnica busca acelerar essa reação para retirar mais carbono do ar. É como acelerar um processo que já acontece na natureza. A Terradot pretende usar a técnica no projeto do Rio Grande do Sul para gerar créditos correspondentes à remoção de mais 1 milhão de toneladas de carbono até 2040. Os créditos de redução de metano e de retirada de CO serão contabilizados e verificados separadamente. O projeto será o maior já anunciado de meteorização aprimorada de rochas. A parte de remoção de carbono do acordo é dez vezes maior que projetos anteriores desse tipo. O projeto pode crescer? A ideia do Google e da Terradot é justamente testar o modelo em uma escala grande para, depois, levá-lo a outras regiões do planeta. As empresas afirmam que a iniciativa poderia ser ampliada para os cerca de 1,5 milhão de hectares de áreas de cultivo de arroz do Brasil. O modelo também poderia ser levado a outros grandes produtores de arroz, como Índia e Vietnã. A Terradot planeja iniciar projetos-piloto em outros países em 2026 e prevê uma expansão comercial a partir de 2028. Por que o Google está investindo nisso? O investimento também está relacionado ao aumento do consumo de energia das grandes empresas de tecnologia, especialmente com a expansão dos data centers usados por serviços de inteligência artificial. O Google já é investidor da Terradot. A empresa comprou uma participação na companhia em 2024. Para a empresa, reduzir o metano e retirar CO da atmosfera são medidas complementares. O metano contribui fortemente para o aquecimento no curto prazo, enquanto o CO pode permanecer na atmosfera por séculos. A aposta, portanto, é agir nas duas frentes: diminuir a quantidade de gases que chegam à atmosfera e retirar parte do carbono que já está no ar. Quanto custa tirar carbono do ar? O preço é um dos principais desafios para que tecnologias desse tipo sejam usadas em larga escala. Google e Terradot não divulgaram o valor do novo acordo. Em 2024, porém, um contrato público da Terradot para remover 90 mil toneladas de carbono indicava um preço de cerca de US$ 300 por tonelada. Esse valor é bem superior aos US$ 100 por tonelada que muitos desenvolvedores consideram necessários para estimular uma demanda maior por tecnologias de remoção de carbono. Segundo James Kanoff, CEO da Terradot, o novo projeto terá um custo menor que os acordos anteriores. A empresa ainda não chegou aos US$ 100 por tonelada, mas considera o projeto um avanço nessa direção. A Terradot também afirma que a verificação dos resultados pode acrescentar mais de US$ 100 por tonelada aos custos. A expectativa é que esse valor diminua conforme a tecnologia avance e seja aplicada em projetos maiores. *Com informações da Reuters LEIA TAMBÉM: El Niño pode encarecer alimentos em até 20%; economistas preveem impacto na inflação Alimentos editados geneticamente: o que são e o que dizem críticos e defensores
Compartilhar: WhatsApp Facebook X
Leia também